terça-feira, 4 de dezembro de 2012
sábado, 24 de novembro de 2012
Na Estrada Para Estocolno
Na Estrada Para Estocolmo
Não distingo água e vinho
Vinho e sangue
Pão e sal, sal e pó
Sou quem sou...
Se não fosse
Não lhes diriam
Químico poeta
Preparo, eu mesmo
Meu próprio alucinógeno.
Há muito venho pavimentando
Minha via poética
Com guano de pombo
Recheado com sementes de cânhamo.
E peido alemão.
Sou antiaderente
Detesto pessoas adesivas
Caminho sempre só
E sem dinheiro.
Escrevendo meus poemas
Nas paredes do banheiro.
Meu coração de poeta
Varri para trás da porta.
Tenho o olhar aguado
Feito um cão vira-lata
Ou uma cadela no cio.
Aedo me fiz imortal
Mas carrego um inferno no peito.
O meu nome você sabe
Você viu
No velho mapa-múndi
È nome de homem e de nação
Na Itália existe um ditado:
" Os Toms São todos bons".
Veja a grandeza do meu nome.
Meu avô era um velho índio
De antepassados incas
Criei a minha própria lenda
E já não sei o que é verdade
E o que é ficção.
Não sou poeta
Sou pó erva
Pó mate
Pó eira cósmica
Sem eira nem beira
Polichinelo,
Não pé de chinelo.
Toda estrada que pego
Todo atalho me leva a Estocolmo
Estocolmo me espera
De portas abertas
Como uma mulher
De pernas abertas
Deitada na cama
À espera do amante.
Estocolmo...Estocolmo
Estou chegando
Suado cansado descalço
De pé no chão.
Arrastando a língua
Implorando amor
E perdão de puta.
Chupando manga
Catada no lixo.
Recebendo chutes
Feito um cão sarnento.
Mas não recebendo ordens
De nenhum sargento.
Sou comandante
Do meu próprio regimento
De marionetes de papelão.
Bambo-balão
Senhor capitão
Vai cagar atrás do barracão imagem da internet
Quero arroz com feijãoUma poção de fritas
Cebola,carne moida
E pinga com limão.
Depois um banho quente
Uma cama macia,
E uma loira de verdade
Pelada,cheirosa e peituda...
O que mais posso querer
Chegado a Estocolmo?
Copyright©tom vital/22/02/2009
domingo, 11 de novembro de 2012
Outra Lanterna Mágica
Outra Lanterna Mágica
Ao contrário de Cam
Eu nunca vi o pinto do meu pai.
Freud explica
Freud explica tudo
Pra quem tem urna
E quem tem pica.
Isso mesmo meu chapa!
Eu nunca vi o pinto do meu pai
E nem a perereca de mamãe
Mas já vi as pererecas de minhas irmãs...
Quando pequeninas.
Pererecas sem graça.
Pererecas de crianças.
Também já vi o pinto do meu irmão
Que é totalmente diferente do meu.
Sim sou obsceno
Docemente obsceno
Castidade não tem nada
Haver comigo.
Também sou de paz
E amor bicho!
Mas o que eu queria mesmo
Era ir morrer na Palestina
Lutando contra a opressão judaica
Do buldôzer Ariel Sharon.
Israel deixe a Palestina
Em paz!
E como disse o poeta...
Talvez seja realmente preciso
Fazer um poema sobre a Bahia.
E outro sobre a Palestina,digo Eu.
Bahia Salvador Pelô
Espumas Flutuantes
Boca do Inferno
Gabriela Cravo E Canela.
Operação Paz na Galiléia
Massacre...Massacre
De Sabra e Chalita
Quem sabe outra hora...
Já tive um "Amor de Swann"
Nunca velocípede bicicleta, nem paletó
Zélia Gatai, Gal Costa, Popò
Que vergonha hem!Gente
Apoiar o ACM...
Acorda Bahia!
Digam não ao Carlismo
Digam não ao meu xará
Toninho Malvadeza.Arafat estou com teu povo
E não abro.
Ainda que Deus seja vindicativo
E rancoroso.
Copyright©/tom vital/20/05/2001
sábado, 20 de outubro de 2012
Bagagem
Bagagem
Adélia!
Amélia da poesia.
Prado, onde uma vez
Eu me debrucei.
E aprendi:
Que podia fazer poesia
Sem perder tempo
Com rima inútil.
Copyright©tom vital/18/09/1988
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
MOMENTO UP GRADE
MOMENTO UP GRADE
"A fealdade não pode ser conspurcada"Criança feia não pega quebranto
Eu filho da transgressão
Ironólogo por natureza.
Pintei a minha pica de verde e amarelo
Para desvirginar aquela vizinha
Que de tão feia
A pedido meu
Colocou a bandeira nacional
No rosto:
Disse a ela que era
Um fetiche.
E que também era a minha primeira vez
Mas na segunda, quarta
Nona décima oitava vezes
Em que nos encontramos
Não usei do mesmo artifício.
Sou um patriota convicto.
E até lhe beijei a boca
Beijo de língua...
Num ato de coragem e compaixão.
Era idos de 82.
Éramos ambos adolescentes
Ela era dois anos mais nova
Mas eu já tinha estrada
Já freqüentava a zona boemia
Da rua dos guaicurus
Ela foi a única xoxota
De chupeta chupetinha que eu
Encontrei até hoje.
Quando o meu passarinho
Entrava naquela periquita
Ele sofria uma mordedura daquelas.
Que até parecia estar sendo decepado.
Mas tenho que declinar lhe o nome:
Pois hoje fulana é casada e tem dois filhos.
A ultima vez que a vi, uns cinco anos atrás
Numa loja no centro de BH
Ela me disse: "Você foi muito legal comigo!"
"Mas era um tremendo de um sacana..."
Não respondi nada, apenas lhe sorri candidamente.
Só não pintei o meu rosto
E nem a minha pica
De verde e amarelo
No dia 29 de setembro de 1992
Para comemorar o impeachment do fantoche:Collor
Pois não acreditei naquela baboseira
De caras pintadas
Quem derrubou Collor foi o confisco
Da poupança.
A abertura de mercado
(vide produtos importados)
A grande imprensa
E a falta de um mensalão.
Eu o filho da transgressão
Vou agora pintar
A minha pica
De verde e amarelo
Para comer gringas
Durante a copa do mundo.
Estarei esperando por elas
No quarteirão fechado da Praça Sete
Entre Tamoios e Rio de Janeiro.
Copyright© Tom Vital/30/09/2012
sábado, 6 de outubro de 2012
O Chamado
O Chamado
Manhattan, Nova Iorque, 8 de dezembro,De 1980, onze horas da noite...
Cinco tiros: Pum!Bam!Pum!Bam!Pum!
E o sonho acabava de vez
Os estampidos ecoaram mundo afora.
Em Belo Horizonte não foi diferente:
Um jovem, um adolescente, melhor dizendo,
Na noite anterior tivera um sonho sinistro
Sonhara sem saber com duas figuras
Que só anos mais tarde ele viria, a saber,
Que se tratava de dois arcanos.
O louco e o Eremita.
E justamente quando tirava
Ouro e cera do ouvido
Ouviu o chamado:
Acorda,Tom!
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
O Alquimista
O Alquimista
Eu sou um Alquimista,nãoDiscípulo de fulcanelli ou de
Moschus, o fenício, aquele
que afirmou que o átomo
era divisível.
Embora Demócrito
por ignorância ou teimosia
tenha insistido no contrário.
Eu sou um alquimista
Discípulo de Pessoa
Maiakovski Afonso Romano
De Santana,Augusto dos Anjos
E Dilan Thomas...
Eu sou um alquimista
Que transforma palavras
Em poesia
E labuta para transmutar
Poesia em ouro
Eu sou um alquimista
Que não vive de poesia
Mas que após a morte
almeja viver na poesia.
Copyright© Tom vital/22/02/2011
imagem da internete.
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