domingo, 24 de outubro de 2010


BH 100


Gôndolas singram o leito do Arrudas
Belo Horizonte é a minha Veneza
Não me digam que o Arrudas é impraticável
(A imaginação poética desconhece impossíveis)
Que a Lagoa da Pampulha é fétida
Vira-e-mexe seu espelho d'água está repleto de água-pé
E que as suas ilhas estão infestadas de onças
Capivaras e jacarés de papo-amarelo.


Belo Horizonte é a minha Florença
E a minha Roma
Belo Horizonte não tem praias
Mas Belo Horizonte é cercado por montanhas
E o dia que o mar se revoltar
E resolver invadir tudo
Belo Horizonte estará segura.
Salve... Salve... Os botecos!


Belo Horizonte é a minha casa
O meu berço, a minha pátria, a minha musa eterna
Belo Horizonte é uma adolescente de cem anos
Eu amo Belo Horizonte, seus bares, seu verde
Seu Galo, meu Galo, suas ruas, seus viadutos
Seus mendigos, seus prédios, suas favelas, seu cinza
Eu amo Belo Horizonte ingenuamente
Assim... Como se ama a primeira namorada


Belo Horizonte é a minha Londres
A minha Paris, a minha Moscou
A minha Madrid, a minha Sevilha
Só a minha Belo Horizonte
E a Nova York de Woody Allen
Possuem o dom cosmopolita
De serem todas as cidades do mundo.


Copyright ₢ Tom Vital/07/01/1996





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