domingo, 8 de abril de 2012

Fúria

Fúria

Meia-noite e meia

Baixa nele a entidade poética

Da sua pena

Das suas veias

Jorram o sangue

Da musa louca.


 

A musa é louca

(E come pedra)

A vida é pouca

E curta.

Mas o poeta tal qual o filósofo

Que proclamou a morte de Deus

Diz-se ateu... (Agnóstico).


 

Escarra nas teclas da máquina de escrever

Mas não encontra nenhuma resposta

Urina nas teclas da máquina de escrever

E não encontra a desejada resposta.

Soca a e depois defeca nas teclas da máquina de escrever.

Mas também não há resposta.

Desesperado feito um lobo solitário no deserto

Arranca com fúria o papel da máquina e chora

Suas lágrimas caem sobre o papel...

Formando a imagem de um corvo negro

De bico rubro.

Será um corvo Flamenguista?

(Mas o poeta é Galo Doido...)

Será o corvo de Poe?!


 

Ai está a resposta!

Ai está o verso!

Ai está o poema

Ai está o seu deus!

Sucumbindo à vontade do poeta.

Copyright©Tom Vital/01/06/1997


 

Um comentário:

  1. o corvo negro, cuspindo o próprio sangue nas cachaças, é mengo!!!!

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