sábado, 9 de março de 2013

Nó De Marinheiro


Nó De Marinheiro
Nó de Marinheiro
Vira bracelete
No pulso das brunettes.
Pulseiras do amor
É motivo de febre entre adolescentes.
Em Tóquio na onda do sucesso
Do enlatado Crepúsculo
Belas jovens nipônicas
Frequentam consultórios dentários
E fazem deformação nos dentes
Para se parecerem vampiras.
Cones de sinalização,
De trânsito, são furtados
No silêncio da noite.
Como outrora cabines de orelhão,
Para decorar o quarto
De marmanjos babacas.
Terapia pra cachorro,
Virou moda.
A solidão está em alta
O preço do amor aumentou
Periguetes cobram os olhos
Da cara.
Por uma noite de prazer.
Antigamente era mais em conta
Bastava uma garrafa de conhaque
Um verso, um maço de cigarros
E você teria uma boa noite de prazer.

 

Vi pica
Com regalo...
Agora sou puta...
Não tenho medo
De reza forte.
Gosto é de rega-bofe
Água mole
Pedra dura
Tanto bate
Que faz barulho...
Assim canta a louca da esquina.
Ao mesmo tempo em que dança.
E feito uma Monalisa oferecida
Levanta a saia mostrando
Aos transeuntes que passam
A sua touceira de capim gordura
Entre as coxas, marcadas
Por horrendas equimoses...

 

Enquanto a chuva cai fina
Na noite quente de BH
E o poeta travestido de universitário,
Faz a ronda no trottoir
A procura de uma profissional
Que valha um trago...
Que compense o custo do motel
E o alto preço cobrado.
Vi pica...
Agora sou puta...
Copyright© Tom Vital/15/01/2013

 


 


 


 


 


 


 


 


 

Um comentário:

  1. enquanto a chuva caí....

    bela estrofe. um q de bukowisk dissolvido em cesário verde/manu bnadeira e temperado a tom (menor) e melancólico

    mão santa pra poemas

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