quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Vagabundo


Vagabundo
Sou mendigo, vagabundo e sonhador

E fiz da vida um poema de amor

Ando sempre só, e sem dinheiro

Escrevendo meus poemas

Em paredes de banheiro.


 

Durante o dia ando triste, deprimido

E não há remédio que me cure

Do que a lua cheia, e a madrugada

Que são as amigas que eu tenho.


 

Nas noites em que vadio
Auuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
Trago sempre ao meu lado

Duas inseparáveis notívagas

A bela morena Penha

E a fantástica loira Cibele

Que comigo bebem, e fazem amor

E em troca dou-lhes meus poemas de amor


 

Viola eu não tenho não

Mas trago sempre afinadas

As cordas do meu coração

Que é de onde tiro inspiração.


 

Detesto sapato terno e gravata

E só uso tênis e calça desbotada

Das camisas que eu tenho

Arranquei todos os botões.


 

Se az frio ou calor, nunca uso blusa

E só ando de camisa aberta

E poeta que é poeta

Não dobra as mangas, arranca-as.


 

Copyright₢ tom Vital/15/08/1984

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