sábado, 11 de junho de 2011

O Jogador

O Jogador.

Eu sei como Dostoievski sabia

E os poetas também sabem

Que dois e dois são cinco

E que a adrenalina aumenta

No instante do segundo fatal

Que precede a jogada.


 

Mas a sorte caprichosa dama

Quase sempre nunca vem

E quando vem

Vem sovina.


 

E dia-a-dia

Definho a saúde

E o bolso.


 

Antes para os que me amavam

Eu era um mito

Agora minto

Apenas minto

Já não sinto.

Copyright Tom Vital/26/11/2000

Um comentário:

  1. Isso é triste. O vício do jogo (assim como outros vícios) é altamente destrutivo. O importante mesmo é buscar ajuda.
    Ótimo poema amigo.
    Beijo.

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